Batalha judicial no mundo da Moda
Chanel e a revendedora de luxo What Goes Around Comes Around (WGACA) e a Adidas e Thom Browne
A batalha judicial entre a Chanel e a revendedora de luxo What Goes Around Comes Around (WGACA) foi concluída depois de 6 anos com uma vitória significativa para a Chanel. O júri determinou que a WGACA pague à casa de luxo francesa US$ 4 milhões em danos. A Chanel acusou a WGACA de vender produtos falsificados, violar suas marcas registradas e envolver-se em práticas de publicidade enganosa e concorrência desleal.
Essa decisão é especialmente relevante para o mercado de revenda de luxo, que tem ganhado popularidade nos últimos anos. Com o aumento da revenda de itens de grife, as marcas de luxo, como a Chanel, estão tomando medidas legais rigorosas para proteger suas marcas e combater a venda de produtos falsificados. A decisão pode ter implicações de longo alcance, estabelecendo precedentes importantes sobre como as revendedoras podem usar nomes e materiais de marketing de marcas de luxo em suas atividades.
Até o momento, a WGACA não fez declarações públicas sobre a decisão judicial. No entanto, é provável que a empresa esteja avaliando suas opções legais, que podem incluir apelação ou ajustes em suas práticas comerciais para cumprir a decisão do tribunal. Continuar acompanhando comunicados oficiais e fontes de notícias confiáveis fornecerá mais detalhes sobre a resposta da WGACA e o desdobramento do caso.
O processo judicial entre a Adidas e Thom Browne teve desenvolvimentos importantes recentemente. Em janeiro de 2023, um júri decidiu que o uso das quatro listras pela Thom Browne, bem como da fita de grosgrain em suas peças, não infringia a marca registrada de três listras da Adidas. Esse veredicto foi confirmado pelo Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Segundo Circuito, que manteve a decisão inicial a favor de Thom Browne. Além disso, o juiz Jed Rakoff negou o pedido da Adidas para um novo julgamento, dando mais uma vitória à Thom Browne neste caso.
A Adidas tentou argumentar que o uso das quatro listras poderia causar confusão com suas icônicas três listras, o que seria uma violação de sua marca registrada. No entanto, o tribunal concluiu que a Thom Browne não estava infringindo a marca da Adidas. A disputa tem sido observada de perto, pois envolve questões significativas sobre a proteção de marcas no mundo da moda, especialmente em um mercado competitivo onde o design é uma forma poderosa de identidade de marca.
Essa batalha legal destaca a importância das listras para a identidade visual da Adidas. As três listras têm uma longa história, que remonta à fundação da Adidas em 1948 por Adolf Dassler.
Quando os irmãos alemães Dassler se separaram em 1948, Adolf (ou Adi) fundou a Adidas, enquanto Rudolf criou a concorrente Puma. Adi queria uma identidade visual forte para sua nova marca e decidiu usar três listras costuradas nos tênis. Essa escolha não apenas remetia ao antigo negócio da família, mas também se destacava nas fotografias. Curiosamente, a marca finlandesa Karhu já usava três listras em seus calçados esportivos. A Karhu, após ser afetada pela Segunda Guerra, vendeu sua marca registrada para a Adidas em 1951 por um preço modesto: duas garrafas de uísque e cerca de 1.600 euros. Desde então, as três listras representam qualidade, esportividade e uma história de sucesso!As listras foram compradas de uma empresa finlandesa chamada Karhu por um preço modesto na época (duas garrafas de uísque e cerca de 1.600 euros), e desde então, se tornaram sinônimo da marca.
Embora a disputa legal entre Adidas e Thom Browne continue, até o momento, a Thom Browne tem prevalecido, mantendo o uso de seu design de listras sem infringir os direitos da Adidas.

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