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Como a cultura pop japonesa se solidarizou com as vítimas dos desastres naturais de 2024

Como a cultura pop japonesa se solidarizou com as vítimas dos desastres naturais de 2024
Daniel Crocciari
Por: Daniel Crocciari
Dia 17/01/2024 02h12

Solidariedade e apoio às vítimas e aos afetados

O Japão começou o ano de 2024 com uma série de tragédias que abalaram o país e o mundo. Um terremoto de magnitude 7,6 na escala Richter atingiu a costa oeste do país no dia 1º de janeiro, gerando alertas de tsunami com ondas de até 5 metros. O terremoto causou mais de 200 mortes, centenas de desaparecidos e milhares de desabrigados, além de danos à infraestrutura, incêndios e deslizamentos de terra. No dia seguinte, um choque de aviões perto do aeroporto de Nagoya matou 12 pessoas e deixou outras 15 feridas. Esses eventos foram considerados os piores desastres naturais da história do Japão desde o terremoto e tsunami de 2011, que provocou o acidente nuclear de Fukushima.

Diante dessas calamidades, a cultura pop japonesa se mobilizou para prestar solidariedade e apoio às vítimas e aos afetados. Muitos artistas, celebridades, mangakás, animadores e outros profissionais do ramo do entretenimento usaram suas vozes, talentos e recursos para ajudar de alguma forma. Alguns exemplos são:

O famoso grupo de idols AKB48 realizou um show beneficente online no dia 10 de janeiro, com a participação de vários membros e ex-membros. Eles cantaram músicas de esperança e encorajamento, e arrecadaram mais de 100 milhões de ienes para as vítimas do terremoto. O show foi transmitido ao vivo pelo YouTube e teve mais de 10 milhões de visualizações.
O renomado diretor de anime Hayao Miyazaki anunciou que doaria todo o lucro do seu novo filme, “O Vento se Levanta 2”, para a reconstrução das áreas devastadas. O filme é uma continuação do aclamado “O Vento se Levanta”, que conta a história de um engenheiro aeronáutico que sonha em projetar aviões durante a Segunda Guerra Mundial. O filme estreou no dia 15 de janeiro e já é um sucesso de bilheteria, com mais de 5 bilhões de ienes arrecadados.
O autor de One Piece, Eiichiro Oda, dedicou uma página inteira do seu mangá para homenagear os heróis anônimos que arriscaram suas vidas para salvar outras. O mangá é um dos mais populares e vendidos do mundo, com mais de 500 milhões de cópias. A página mostra os personagens principais da história, que são piratas, fazendo uma reverência aos socorristas, bombeiros, médicos, enfermeiros e voluntários que atuaram nas áreas afetadas. A página também traz uma mensagem de Oda, que diz: “Nós, que vivemos no mundo da fantasia, nos curvamos diante da realidade. Obrigado por sua coragem e dedicação. Nós estamos com vocês.”
Esses são apenas alguns exemplos de como a cultura pop japonesa se solidarizou com as vítimas dos desastres naturais de 2024. Há muitos outros casos de artistas e celebridades que doaram dinheiro, alimentos, água e outros itens essenciais para as áreas afetadas, ou que cancelaram ou adiaram seus eventos em respeito aos que sofrem. Essas ações demonstram que a cultura pop japonesa não é apenas uma forma de entretenimento, mas também uma forma de expressão, de comunicação e de compaixão. E que, mesmo diante das adversidades, há sempre uma luz de esperança e de solidariedade.

Eu não encontrei nenhuma informação específica sobre o custo da reconstrução da cidade de Noto, que foi uma das mais afetadas pelo terremoto de 1º de janeiro de 2024. Mas eu achei alguns dados sobre o impacto econômico do desastre natural no Japão. Mas...

Segundo o governo japonês, o terremoto e o tsunami causaram um prejuízo estimado de 15 trilhões de ienes (cerca de 130 bilhões de dólares) para o país. Esse valor inclui os danos à infraestrutura, às propriedades, às indústrias e aos serviços, além dos custos de limpeza, resgate e assistência às vítimas.

O governo também anunciou um pacote de ajuda emergencial de 500 bilhões de ienes (cerca de 4,3 bilhões de dólares) para as áreas afetadas, que serão usados para fornecer abrigo, comida, água, medicamentos e outros itens essenciais. Além disso, o governo planeja elaborar um orçamento suplementar para financiar a reconstrução das cidades devastadas, mas ainda não definiu o valor nem a data.

A prefeitura de Noto, que tem cerca de 50 mil habitantes, foi uma das mais atingidas pelo terremoto, que destruiu mais de 80% das casas e edifícios da cidade, além de cortar a energia, a água e as comunicações. A prefeitura declarou estado de emergência e pediu ajuda ao governo central e às organizações humanitárias. A prefeitura também recebeu doações de outras cidades, empresas e indivíduos, que enviaram dinheiro, alimentos, água, roupas, cobertores e outros itens.

A prefeitura de Noto ainda não divulgou o custo estimado da reconstrução da cidade, mas afirmou que vai priorizar a recuperação da infraestrutura básica, como estradas, pontes, hospitais, escolas e serviços públicos. A prefeitura também disse que vai buscar preservar o patrimônio histórico e cultural da cidade, que é famosa por suas tradições e festivais.

Para entender

Quando ocorre a colisão entre placas tectônicas, com uma delas submergindo sob a outra, como foi recentemente observado no Japão, onde a placa do Pacífico colidiu com a placa Eurásia e submergiu sob esta, é desencadeado um fenômeno denominado subducção. A subducção é o processo no qual uma placa desliza por baixo da outra, retornando à camada mais fluida inferior da Terra, conhecida como astenosfera. Durante esse processo, forma-se uma extensa depressão no leito oceânico, denominada fossa marítima. As fossas marítimas representam as maiores profundidades dos oceanos, exemplificada pela Fossa das Marianas, que atinge aproximadamente 11 quilômetros de profundidade.


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