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Europeus medievais não comiam tomate

Europeus medievais não comiam tomate
Redação EhJapa
Por: Redação EhJapa
Dia 16/06/2025 00h00

Se existe uma unanimidade no mundo da gastronomia, é que a Itália é a terra do tomate. Molhos, pizzas, lasanhas, bruschettas... tudo vermelho, tudo suculento, tudo "veramente italiano". Mas e se eu te dissesse que esse tomate é um baita impostor? Pois é. O tomate não nasceu na Itália. Na verdade, ele nem sabia que a Europa existia.

 Uma fruta das americas 

O tomate é nativo da região dos Andes, especialmente no território que hoje corresponde ao México, Peru e Equador. Povos como os astecas já cultivavam e usavam o tomate em suas refeições. Antes das grandes navegações (final do século XV), o tomate simplesmente não existia na Europa.

Quando os europeus chegaram por aqui, levaram o tomate como lembrança exótica. 

 Decoração, veneno e histeria

Na Europa do século XVI, o tomate foi visto como venenoso

  • Era parte da família das Solanáceas (como a beladona), então muita gente achava que era venenoso.
  • Os ricos comiam em pratos de estanho, e a acidez do tomate reagia com o metal, liberando chumbo daí vinham os casos de envenenamento. Então… a culpa era do prato, mas o tomate levou a fama.

Resultando em séculos sendo usado como planta decorativa.

 O herói que comeu tomates em público

Foi só em 1820 que o tomate ganhou redenção, e não foi na Itália. Foi nos Estados Unidos. Um homem chamado Coronel Robert Gibbon Johnson resolveu provar que o tomate era inofensivo.

 

Europeus medievais não comiam tomate

 

Ele subiu os degraus do tribunal de Salem, em Nova Jersey, com uma cesta cheia de tomates... e começou a comer um por um, na frente de uma multidão que esperava que ele morresse ali mesmo. (ele não morreu).

Aos poucos, o tomate foi sendo aceito como alimento. E foi aí que a Itália entrou em cena.

 A adoção italiana (e o golpe de marketing genial)

No século XVII, o tomate começou a aparecer nas cozinhas do sul da Itália, principalmente em Nápoles. Era barato, crescia fácil e dava um sabor forte às massas.

Foi amor à primeira mordida. E então veio a pizza Margherita, os molhos vermelhos, as conservações... E a fama atravessou fronteiras.

Hoje, o mundo inteiro acredita que o tomate é o coração da culinária italiana e com razão, só que não pela origem, e sim pela reinvenção.

 O tomate pode não ser italiano, mas sabe se vender

Se tem um país que sabe transformar um ingrediente em identidade nacional, esse país é a Itália.

O tomate virou o queridinho da mesa italiana, mesmo sendo estrangeiro. E no fim das contas, isso só mostra como a cultura pop, a cozinha e a história se misturam numa panela deliciosa de surpresas.

E sim, agora você pode olhar praquele molho vermelho e pensar: “Esse tomate aí é latino, mas fala italiano fluente”.

 

A imagem da capa é uma copia mal feita da original tirada desse Site


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