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No final a decisão é sua

No final a decisão é sua
Daniel Crocciari
Por: Daniel Crocciari
Dia 23/01/2024 14h46

Para perder tempo

Eu sempre gostei de resolver mistérios. Desde criança, eu lia livros de detetives e assistia filmes de suspense. Eu sonhava em ser um policial, um investigador, um herói. Por isso, quando eu cresci, eu me inscrevi na academia de polícia e me dediquei a essa carreira.

Eu me orgulhava do meu trabalho. Eu era bom no que fazia. Eu tinha um faro para pistas, uma mente para deduções, uma coragem para enfrentar o perigo. Eu resolvi muitos casos difíceis, prendi muitos criminosos, salvei muitas vidas. Eu era respeitado pelos meus colegas, admirado pelos meus superiores, temido pelos meus inimigos.

Mas eu também tinha um defeito. Eu era curioso demais. Eu não conseguia deixar um caso sem solução. Eu não conseguia ignorar um enigma. Eu não conseguia resistir a um desafio. E foi essa curiosidade que me levou à minha ruína.

Eu estava investigando uma série de assassinatos misteriosos. As vítimas eram pessoas aparentemente sem conexão, mas todas elas tinham algo em comum: elas recebiam uma carta anônima com uma charada antes de morrer. A carta dizia que se elas resolvessem a charada, elas escapariam da morte. Mas nenhuma delas conseguiu.

Eu fiquei obcecado por esse caso. Eu queria descobrir quem era o assassino, qual era o seu motivo, qual era a sua lógica. Eu queria resolver as charadas, eu queria vencer o jogo. Eu queria provar que eu era o melhor.

Eu recebi uma carta. Era igual às das vítimas. Tinha uma charada. Tinha uma ameaça. Tinha um desafio. Eu não me assustei. Eu me animei. Eu achei que era a minha chance de pegar o assassino. Eu achei que era a minha chance de mostrar a minha genialidade.

Eu resolvi a charada. Eu achei que tinha escapado da morte. Eu achei que tinha vencido o jogo. Eu estava errado.

A charada era uma armadilha. A solução era uma cilada. A carta era uma isca. O assassino me queria. Ele me observava. Ele me seguia. Ele me esperava.

Ele me matou.

Ele me matou com um tiro na cabeça. Ele me matou com um sorriso no rosto. Ele me matou com uma palavra na boca.

"Parabéns".

Ele me parabenizou por resolver a charada. Ele me parabenizou por cair na armadilha. Ele me parabenizou por perder o jogo.

Ele me deixou morto no chão. Ele me deixou com uma carta na mão. Ele me deixou com uma dúvida na mente.

Quem era ele?

Quem era o assassino?

Quem era o protagonista?

 


Não há uma resposta certa ou errada. Cada um pode interpretar o texto de uma forma diferente.

Você pode tentar imaginar quem era o assassino, qual era o seu objetivo, como ele escolhia as vítimas, como ele sabia da curiosidade do protagonista, etc.

Você também pode tentar imaginar quem era o protagonista, qual era o seu nome, qual era a sua história, como ele se envolveu nesse caso, etc.

Ou você pode simplesmente deixar o mistério sem solução, e apreciar a ironia do texto.

A escolha é sua. 


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