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Privacidade, ativismo e a falsa liberdade digital: o que ninguém quer admitir

Privacidade, ativismo e a falsa liberdade digital: o que ninguém quer admitir
Redação EhJapa
Por: Redação EhJapa
Dia 28/04/2025 00h00

Enquanto todo mundo fala de "direito à privacidade", "liberdade de expressão" e "ativismo seguro", pouca gente está disposta a encarar a parte mais incômoda dessa conversa: até que ponto essas ferramentas digitais realmente protegem os inocentes — ou só servem de escudo para criminosos, covardes e oportunistas?

VPNs, Tor, proxies: proteção ou permissão para o erro? 

VPN, Tor, proxy... nomes bonitos para "máscaras digitais". Ferramentas que supostamente protegem a privacidade. Mas, sejamos sinceros: se você está navegando escondido, bloqueando anúncios e impedindo que um site rastreie sua visita, o que exatamente você está querendo esconder? Seu rosto... ou suas intenções?

Essas ferramentas são usadas por jornalistas em regimes autoritários? Sim. Mas por que não fazer como os artistas na ditadura brasileira, que usavam metáforas, músicas codificadas, ironia? Quem tem algo a dizer, encontra um jeito mesmo sob censura. O que não dá é exigir anonimato e imunidade. 

Ativistas: lutar sem sujar as mãos?

Ativismo de verdade tem risco. Não é hashtag. Não é textão. É se levantar, mesmo sabendo que pode cair. Greta Thunberg é exemplo claro disso: mais tempo presa do que solta, e ainda assim continua. Porque ela acredita mais na causa do que no próprio conforto. Isso é coragem. O resto... é só ruído. 

O argumento da privacidade virou desculpa pra impunidade


Signal, Telegram, e tantos outros apps de criptografia forte alegam que estão protegendo o usuário. Mas quando há crime; abuso, tráfico, terrorismo e os dados somem, a pergunta é: quem estão protegendo? E mais: se não colaboram com a Justiça, por que continuam existindo?

Quem bloqueia anúncio, mas consome conteúdo, é o quê?
Você entra no site, lê tudo, assiste vídeo, consome o trabalho de alguém e bloqueia o anúncio que paga por aquilo. Isso não é privacidade. Isso é parasitismo digital. Porque tudo tem um preço. Se você quer navegar sem pagar, sem anúncio, sem rastreamento... então desconecta. Vai fazeralgo de útil. 

"Ah, mas eu não quero ser vigiado."

Então saia da internet. Porque só de ligar o wi-fi, você já está sendo rastreado. Só de estar online, você já entregou sua localização, seu IP, seu perfil. O resto é só ilusão.

Privacidade não é desculpa pra covardia digital.
Ativismo é coragem, não invisibilidade.
Se você consome e bloqueia, você não é livre você é folgado.
Se doeu? Talvez seja porque serve.
E se serviu... compartilha. Alguém precisa ler.


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